Ex-marido de Andriely muda de versão em interrogatório; para defesa, não há provas contra ele

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(Foto: Reprodução/Facebook)

 

O policial militar Diogo Coelho Costa, de 30 anos, foi interrogado por mais de quatro horas na última quinta-feira (25) no Fórum de Colombo, na região metropolitana de Curitiba. Acusado de matar a ex-mulher, Andriely Gonçalves da Silva, 22, essa foi a primeira vez que ele falou abertamente sobre o crime.

O corpo da jovem, que era estudante de Direito, foi encontrado no começo de junho deste ano na Estrada da Graciosa, um mês após o seu desaparecimento. Desde o princípio, por meio de declarações do advogado, Diogo negou que teve envolvimento com a morte da ex-companheira.

Andriely foi encontrada morta no dia 8 de junho. (Foto: Reprodução/Facebook)

De acordo com o advogado de defesa, Luiz Roberto Falcão, o policial relatou que chegou por volta das 23h no apartamento onde os dois estariam morando juntos. “Ele contou que, depois que Andriely fez um trabalho da faculdade, eles acabaram discutindo e terminaram o relacionamento. O Diogo saiu de carro e ela pediu que ele a deixasse na Rua Cascavel, perto do terminal de ônibus”, disse ele em entrevista à Banda B.

Questionado sobre a relação entre os dois, Falcão ainda declarou que o cliente não demonstrava ser possessivo ou ciumento. “Ele nem olhava o celular dela nem nada. Durante todo o processo, não houve nenhuma prova consistente que liga à autoria ao Diogo”, completou.

O que diz a acusação

Para a acusação, no entanto, a história do policial tem muitas inconsistências. O assistente de acusação, o advogado Herbert Rehbein, afirmou que o acusado mudou de versão várias vezes desde o desaparecimento da estudante.

“Ele demonstrou que é culpado, porque desvirtuou a audiência. Os argumentos que usou vão contra as provas dos autos, o que mostra que ele mentiu novamente. Primeiro, ele contou que largou Andriely em uma rodovia; depois, que ela se jogou do carro, e agora falou que a deixou na Rua Cascavel, em Colombo”, comentou.

Além disso, segundo a acusação, a informação de que Diogo e a jovem estavam morando juntos na época do crime também não confere. “Ele disse que eles não estavam separados, o que não é verdade. As provas testemunhais levam a crer que ele está sim mentindo”.

O advogado ainda declarou que, apesar do laudo do Instituto Médico Legal não confirmar que o sangue encontrado no carro de policial era de Andriely, a própria defesa já havia levantado essa possibilidade anteriormente. “O laudo foi inconclusivo, mas o próprio Diogo afirmou, na época, que havia sangue dela no veículo. Nós temos também a presença de barro no coturno que o acusado usava naquela madrugada e no automóvel, consistentes com o local onde o corpo foi encontrado. Diante de tudo isso, é certo que ele será pronunciado e nós vamos ao julgamento”, finalizou.

Encerrada a fase de instrução, defesa e acusação devem apresentar as razões nos próximos dias e a Justiça decidirá, com base nas provas apresentadas, se Diogo será julgado pelo Tribunal do Júri ou não. Ele permanece preso no Complexo Médico Penal de Pinhais, na região metropolitana.

O caso

Andriely sumiu no dia 9 de maio em Colombo, após conversar com um amigo por chamada de vídeo. Dez dias depois, Diogo foi preso. Câmeras de segurança mostraram o momento em que o policial saiu de casa com a jovem na madrugada do desaparecimento.

O corpo da estudante foi encontrado em 8 de junho na Estrada da Graciosa. Devido ao estado avançado de decomposição, os exames não conseguiram determinar a causa da morte.



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